Já em volume morto, maior barragem do RN continua secando; veja imagens aéreas | Rio Grande do Norte | G1

Já em volume morto, maior barragem do RN continua secando; veja imagens aéreas | Rio Grande do Norte | G1

, continua secando. Medição feita nesta sexta-feira (12) pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn) mostra que o nível de água da barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves baixou de 11,74% para 11,5% ? o menor desde sua construção, em 1983.

Nesta semana, o técnico em produção de petróleo Bruno Andrade foi até a cidade de Itajá, onde ficam a prede e as comportas da barragem, e com um drone fez imagens aéreas da Armando Ribeiro (veja vídeo acima).

Segundo o Igarn, se não voltar a chover logo, a barragem só manterá o fornecimento de água pelos próximos 30 ou 45 dias. Messias Targino e Patu, dois dos 40 municípios que dependem da Armando Ribeiro, . Atualmente, 16 cidades não possuem água nas torneiras e estão sendo totalmente abastecidas por meio de carros-pipa. Com isso, a Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) suspendeu a cobrança das contas.

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Rio Grande do Norte, tem o mais baixo nível de água desde sua construção  (Foto: Bruno Andrade/BaDroneRN)Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Rio Grande do Norte, tem o mais baixo nível de água desde sua construção  (Foto: Bruno Andrade/BaDroneRN)

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Rio Grande do Norte, tem o mais baixo nível de água desde sua construção (Foto: Bruno Andrade/BaDroneRN)

Armando Ribeiro

Maior reservatório do Rio Grande do Norte e o segundo do Nordeste, a barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves tem sua parede e suas comportas localizadas na cidade de Itajá, no Vale do Açu. A capacidade é para 2,4 bilhões de metros cúbicos de água.

Estava com 286,3 milhões de metros cúbicos no relatório do dia 28 de dezembro do ano passado, o que representava 11,93% do volume máximo. No dia 3 de janeiro, após nova medição, o nível baixou para 281,8 milhões, ou seja, 11,74%. Agora, no dia 12, o nível caiu ainda mais, chegando a 275.923 milhões, o que significa 11,5% do volume máximo de armazenamento.

Nível de água da barragem Fonte: Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn)

Cidades em colapso

Seca histórica

Com seis anos seguidos de estiagem, esta é a seca mais severa de todos os tempos no Rio Grande do Note. Os efeitos são preocupantes. Dos 167 municípios potiguares, ? o que representa 92% do estado. Além das cidades em colapso, 82 precisaram adotar sistemas de rodízio para ter água encanada. Ao longo destes anos, o governo estima que os prejuízos já passaram dos R$ 4 bilhões por causa da redução do rebanho e do plantio.

Volume morto

No dia 4 deste mês o Igarn anunciou que a barragem Armando Ribeiro havia entrado em volume morto, que é o nome que se dá à reserva de água mais profunda das represas, que fica abaixo dos canos de captação que normalmente são usados para retirar água. Por causa disso, a vazão que era de 5 metros cúbicos por segundo, caiu para 4,36 metros cúbicos.

?Ações de monitoramento, controle e fiscalização ainda proporcionam manter os sistemas em operação”, ressaltou o diretor-presidente do Igarn, Josivan Cardoso. Contudo, é importante que a população faça o consumo sustentável da água, “tanto para garantir a continuidade do abastecimento das cidades que ainda não estão em colapso, quanto para ajudar na recarga dos reservatórios quando as chuvas tiverem início”, acrescentou.

Com 11,5% de sua capacidade, barragem Armando Ribeiro Gonçalves tem o nível mais baixo de água desde sua construção, em 1983 (Foto: Anderson Barbosa/G1)Com 11,5% de sua capacidade, barragem Armando Ribeiro Gonçalves tem o nível mais baixo de água desde sua construção, em 1983 (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Com 11,5% de sua capacidade, barragem Armando Ribeiro Gonçalves tem o nível mais baixo de água desde sua construção, em 1983 (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Esperança

As previsões para 2018 são um alento, mas não garantias. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), , mas nada suficiente para encher os grandes reservatórios.