Portal no Ar

Portal no Ar

A Justiça da Argentina pediu nesta quinta-feira, 7, a retirada da imunidade parlamentar e a prisão da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015), por ter supostamente acobertado iranianos acusados pelo atentando contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que deixou 85 mortos, informou a agência estatal de notícias Télam.

Para perder a imunidade, Cristina, que assumiu mandato de senadora na semana passada, deve passar por processo no Senado, o que requer pedido do governo de Mauricio Macri para convocação de sessão legislativa extraordinária com este propósito ou o retorno das sessões ordinárias, em março.

No fim de outubro, a Câmara argentina aprovou o fim da imunidade do deputado Julio de Vido, um ex-ministro-chave dos governos Néstor e Cristina Kirchner, por suspeitas de corrupção. Com a prisão pedida por dois juízes, ele se entregou à polícia.

As chances de algo semelhante acontecer com Cristina caso o pedido seja analisado em sessão plenária são baixas já que são necessários os votos de 48 dos 72 senadores (dois terços da Casa) e os legisladores não peronistas somam apenas 39 cadeiras.

Além disso, apesar de a ex-presidente liderar um grupo formado por apenas 8 dos 33 senadores peronistas e os demais estarem sob comando de Miguel Pichetto, um desafeto de Cristina, ambos os grupos coincidem que pedidos de perda de imunidade só devem acançar em casos com uma sentença definitiva, o que não é a situação da ex-presidente.